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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

SOLTOU O VERBO:"Tem que descriminalizar", opina Fafá de Belém sobre aborto e drogas

Fafá esteve no programa de Pedro BialFábio Rocha / TV Globo/Divulgação
Fafá de Belém foi a entrevistada desta terça-feira (7), do programa Conversa com Bial. A cantora, que foi um dos nomes ativos no Movimento das Diretas nos anos 1980, não se furtou a falar sobre temas polêmicos. O primeiro deles foi a descriminalização do aborto.

- A gente tem que descriminalizar. Nenhuma mulher faz um aborto porque quer. É doloroso quando é necessário por problemas de saúde. Logo após Mariana nascer, eu não tinha condições físicas de ter outro filho. Engravidei, a criança e fiquei um mês muito mal. Imagina uma menina estuprada ou que não tem condição de ter um filho. Temos que conscientizar a prevenção e cuidar dessas meninas que fazem o aborto com agulha de tricô, com lavagem de pimenta. É preciso descriminalizar e ter um atendimento a elas. O atendimento hoje pós-aborto é muito maior do que é muito maior do que se tivesse um preventivo - declarou Fafá.

Ela ainda falou sobre sua experiência com drogas e também defendeu a descriminalização:

- Tive experiências, sempre fui muito curiosa. Um dia tinha um povo em casa, me olhei no espelho e me vi sendo tragada pelo que eu não queria. Falei: "Não quero mais". A decisão de parar tem que ser sua e da sua alma. É um grande comércio e um poder paralelo muito grande. Cigarro e álcool em excesso matam tanto quanto. A ilegalidade cria uma curiosidade entre os jovens. A gente tem que ter políticas públicas, fazendo como Amsterdam, que se tem uma cota para comprar.

Com a proximidade das eleições, a cantora comentou as diferenças entre os dias atuais e o movimento pelas Diretas, em 1984, e deu seu palpite sobre o que o país precisa para poder evoluir:

- Acredito que, quando essas lideranças todas se unirem pensando um novo caminho para o povo, vamos ter uma solução para esse país.

A cantora também falou sobre sua trajetória profissional, da importância da música em sua vida, da influência de grandes mulheres, como Sophia Loren, da sensualidade do Pará e de sua religiosidade.

Aos 62 anos, Fafá, apontada como “patrimônio nacional” por Pedro Bial, cresceu em um universo de muita música e sem preconceito, ouvia de tudo um pouco: Foxtrot, Jazz, MPB, Beatles e Roberto Carlos. Ela revelou que só começou a cantar porque queria frequentar a “roda dos adultos”:

- A música é a minha amiga mais remota, me ensinou a falar, foi quem me atropelou e me deu carona para o resto da vida.

Fafá ainda confirmou que algumas de suas músicas, como Foi Assim e Abandonada, são recados para alguém.

- Todas as minhas músicas eram um recado pra alguém. Um namorado meu já me fez vender 3 milhões de cópias - brincou.

Bial falou sobre a religiosidade dela e relembrou que Fafá é “a mulher que cantou para três Papas”.

- Sou fã de João Paulo II, acho que ele causou uma revolução. Fiquei encantada com as portas que ele fechou e as que ele abriu. Falava de assuntos que antes não se falavam - comentou.

Jornal Zero Hora

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