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Juíza decreta intervenção judicial em TV de sócio de Celso Russomanno

A juíza Patrícia Esteves da Silva, da 51ª Vara do Trabalho de São Paulo, determinou a intervenção judicial e o afastamento dos diretores da Rede Brasil de Televisão, pertencente a Marcos Tolentino, sócio do apresentador e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, em outros negócios.

Crédito:Reprodução

Emissora de sócio de Russomanno sofre intervenção judicial

De acordo com o portal Glamurama, com a medida, o administrador judicial Fernando Claro Iglesias deve assumir a administração da empresa. Na decisão, também foi autorizada a busca e apreensão de documentos e de arquivos da companhia.

No ar desde abril de 2007, a emissora é uma rede de TV aberta. O proprietário é amigo e sócio de Russomanno nas empresas Paz e Bell Hel, investigadas na Operação Ararath da Polícia Federal (PF).

Um levantamento do Ibope apontou que o apresentador lidera a disputa pela Prefeitura de São Paulo, com um terço das intenções de voto (26%). Em segundo lugar, aparece a senadora Marta Suplicy (PMDB) obtém 10%, seguida pela deputada Luiza Erundina (PSOL) 8%; e pelo prefeito Fernando Haddad (PT) 7%.

Posicionamento Rede Brasil de Televisão

Em nota, a Rede Brasil de Televisão negou as informações sobre o caso. De acordo com a emissora, a empresa foi incluída no processo – em fase avançada de execução – sem oportunidade para se defender.

A emissora alega que mantém suas atividades regulares, uma vez que já tomou as medidas judiciais apresentando garantias e pagamentos evitando por consequência a concretização de quaisquer atos de intervenção. Além disso, afirma que a responsabilidade do caso era das produtoras responsáveis pelo conteúdo do programa.

Confira a nota na íntegra:

A Rede Brasil de Televisão, em respeito ao seu público, parceiros e colaboradores, no exercício do constitucional direito de resposta, esclarece que só foi incluída ao referido processo já em fase avançada de execução, sem oportunidade de se defender e comprovar as verdades dos fatos. Cumpre ainda informar que a Rede Brasil de Televisão mantém suas atividades regulares, tendo em vista que tomou todas as medidas judiciais perante ao Juízo da 51ª Vara do Trabalho de São Paulo, apresentando garantias e pagamentos evitando por consequência a concretização de quaisquer atos de intervenção. Tal questão era tão somente de responsabilidade de produtoras independentes, na época responsáveis pelo conteúdo do programa, no caso a Rede Brasil ABC de Telecomunicações, atualmente denominada Paparazzi de Comunicações, que nunca fez parte da Rede Brasil de Televisão. Importante alertar que, neste caso, o Poder Judiciário foi induzido a erro com o único objetivo de se obter vantagem indevida, quando foi omitida a real natureza jurídica da relação contratual/empregatícia. Por fim, vale ressaltar, que a Rede Brasil de Televisão é uma emissora apartidária e tem como principal compromisso levar ao seu público entretenimento, cultura e informação.

Redação Portal IMPRENSA

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